Para contratar criador de UGC, siga cinco passos: defina o objetivo do conteúdo, procure criadores pelo portfólio, mande um briefing claro, negocie os direitos de uso e feche tudo em contrato escrito. O criador entrega o vídeo ou a foto; sua marca decide onde e por quanto tempo usa o material. Se esse último ponto ficar vago, a briga aparece depois.
UGC pago (conteúdo gerado por criadores contratados) é diferente de UGC orgânico, aquele em que o cliente posta por conta própria. Aqui o foco é o primeiro caso: você paga uma pessoa para produzir um conteúdo com cara de depoimento, que depois roda como anúncio ou post da marca.
O que muda entre contratar um criador de UGC e um influenciador
Com influenciador, você compra, em geral, a audiência: o conteúdo sai no perfil dele. Com criador de UGC, você compra o material em si, que normalmente vai ao ar nos seus canais ou nos seus anúncios. Por isso o portfólio pesa mais que o número de seguidores, e por isso os direitos de uso entram no centro da negociação.
| Criador de UGC | Influenciador | |
|---|---|---|
| O que você contrata | O conteúdo produzido | Alcance da audiência |
| Onde o material roda | No seu perfil ou nos seus anúncios | No perfil do influenciador |
| Critério de escolha | Portfólio e qualidade | Audiência e engajamento |
| Ponto crítico do contrato | Direitos de uso do material | Entregas e datas de postagem |
Passo 1: defina o objetivo antes de procurar alguém
Escreva em uma frase o que o conteúdo precisa fazer. Exemplos: gerar vídeos curtos para anúncios de um produto novo, criar prova social para a página de vendas, abastecer o feed com depoimentos. O objetivo muda o formato, a duração e o tipo de direito de uso que você precisa comprar.
Passo 2: onde encontrar criadores de UGC
- Biblioteca de Anúncios da Meta. Procure marcas do seu segmento que já rodam anúncios em estilo UGC e veja quem aparece nos vídeos. É uma boa fonte de referência de formato. Acesse em facebook.com/ads/library.
- Indicação e comunidades. Grupos de criadores e perfis que já postam avaliações de produtos do seu nicho.
- Plataformas e agências. Agências podem cuidar da seleção e dos contratos, o que poupa tempo de quem não tem rotina de contratação.
Ao avaliar o portfólio, olhe se o criador mostra produtos parecidos com o seu, se o áudio é limpo, se o vídeo prende nos primeiros segundos e se a fala soa natural. Peça um ou dois vídeos de trabalhos anteriores em vez de confiar só no perfil.
Passo 3: monte um briefing que evita retrabalho
Um briefing curto e específico evita três rodadas de ajuste. Inclua:
- Objetivo e público: quem vai ver e o que deve fazer depois.
- Produto e mensagem principal: o que precisa ser dito e mostrado.
- Formato: vertical ou horizontal, duração, se tem legenda, se tem música.
- Tom: informal, técnico, bem-humorado. Mande um exemplo de referência.
- O que evitar: promessas que a marca não pode fazer, concorrentes, termos proibidos.
- Prazo de entrega e número de revisões.
Entregas vagas geram conflito. Se o contrato diz apenas “um vídeo sobre o produto”, cada lado imagina uma coisa.
Passo 4: negocie os direitos de uso
Este é o ponto que mais gera disputa. O fato de alguém publicar sobre sua marca não dá a você o direito de reutilizar o conteúdo. Esse direito precisa ser acordado e, no Brasil, a Lei de Direitos Autorais exige que a cessão de direitos autorais seja feita por escrito.
Três pontos precisam estar definidos, conforme o guia de direitos de uso da Influee:
- Formato de uso: anúncios pagos, posts orgânicos, newsletter, site.
- Território: uso local, nacional ou global.
- Prazo: de alguns meses a tempo indeterminado.
Segundo o mesmo guia, o padrão do mercado fica em torno de 6 a 12 meses de direitos, e depois disso pode haver cobrança para continuar usando. Para anúncios pagos é comum fechar períodos como 3, 6 ou 12 meses, com renovação depois. Exclusividade, roteiros e ganchos personalizados costumam custar mais.
Dica prática: só compre direitos perpétuos se a marca realmente vai usar o material por muito tempo. Um prazo fixo costuma ser aceito com mais facilidade e custa menos.
Passo 5: o que não pode faltar no contrato
Use este checklist antes de assinar:
- Descrição exata das entregas (quantidade, formato, duração).
- Número de revisões incluídas e prazo de cada rodada.
- Data de entrega.
- Valor, forma e prazo de pagamento.
- Direitos de uso: formato, território e prazo.
- Se a marca pode editar o material (cortar, legendar, trocar áudio) e em que medida.
- Regras de exclusividade, se houver.
- Confidencialidade, quando o produto ainda não foi lançado.
- Condições de rescisão e o que acontece se uma das partes não cumprir.
Em contratos de valor mais alto, vale pedir revisão de um advogado.
Erros comuns ao contratar criador de UGC
- Escolher pelo número de seguidores. No UGC, o que importa é a qualidade do material entregue.
- Não combinar direitos de uso. Você grava, paga e descobre que não pode rodar como anúncio.
- Briefing sem exemplo. Uma referência de vídeo vale mais que três parágrafos de descrição.
- Aprovar sem checar promessas. Revise o que o criador fala sobre o produto antes de publicar.
- Ficar com um único vídeo. Peça variações de gancho para testar nos anúncios.
Quando vale terceirizar o processo
Se a sua equipe não tem tempo para buscar criadores, montar briefings e negociar contratos, faz sentido contar com quem já faz isso na rotina. A Iglu Online opera com UGC, publis e consultoria com o André Lug, para marcas que querem conteúdo de criador sem montar o processo do zero.
Perguntas frequentes
Quanto custa contratar um criador de UGC? O valor varia conforme o criador, o formato, a quantidade de vídeos e, principalmente, os direitos de uso. Exclusividade e roteiros personalizados costumam encarecer. Peça orçamento com o escopo e o prazo de uso já definidos, assim as propostas ficam comparáveis.
Preciso de contrato para contratar UGC? Sim. A cessão de direitos autorais deve ser feita por escrito, e o contrato também protege as duas partes quanto a entregas, prazos e pagamento.
Posso usar o vídeo do criador em anúncios? Só se isso estiver previsto nos direitos de uso. Deixe explícito no contrato que o material pode rodar como anúncio pago e por quanto tempo.
Qual a diferença entre UGC e influenciador? No UGC você contrata o conteúdo e o usa nos seus canais. No marketing de influência você contrata a audiência de quem posta no próprio perfil.
Próximo passo
Se você quer conteúdo de criadores para a sua marca, mas não quer cuidar sozinho de seleção, briefing e contrato, fale com a Iglu Online pelo formulário de contato. Acompanhe também a Iglu no Instagram e no LinkedIn, e o André Lug no Instagram.