Quanto custa para fazer um site?

Toda semana recebo e-mails e mensagens no WhatsApp com a pergunta de quanto custa para fazer um site?

E essa resposta não é tão simples.

Afinal, existem vários fatores que influenciam no preço de um site. Quantas páginas serão? E que tipo de funcionalidade precisa? O design tem que ser exclusivo? Por aí vai.

Como fazer um site é um processo complexo, o valor pode variar até de acordo com o tipo de cliente. Se no início da conversa eu já identificar que pode ser um cliente mais difícil ou então que provavelmente terá muitas revisões porque ele ou ela não sabe muito bem o que quer…o preço vai ser maior.

Para você que está se perguntando quanto um site pode custar, seja você alguém que deseja contratar a criação de um site ou vender um, espero que nesse artigo eu possa te ajuda a entender como a precificação desse serviço funciona.

O escopo do projeto

O primeiro ponto a se considerar no preço e, provavelmente, o mais importante é o escopo do projeto. Isto é, é a relação entre o esforço necessário para se desenvolver esse site.

Com isso, vamos a alguns possíveis pontos.

Tipo do site

O primeiro é o tipo do site. O projeto é para uma landing page, um site institucional, um e-commerce, um portfólio, um marketplace ou um sistema mais complexo?

O tempo necessário para se fazer uma landing page, por exemplo, pode ser 100 vezes menor do que para fazer um marketplace customizado e isso, naturalmente, vai influenciar diretamente no preço.

Para ter uma referência, segue uma ordem que acredito que vai seguir de menor preço para maior preço:

  • Landing page
  • Site one page
  • Blog simples
  • Portfólio pessoal
  • Site pessoal
  • Site institucional
  • Loja online (E-commerce)
  • Diretório customizado
  • Área de membros para cursos online
  • Sites customizados

Plataforma

Ao se criar um website, podemos utilizar ferramentas que vão agilizar e facilitar nosso processo. Por exemplo, o uso do WordPress vai fazer com que o preço seja bem menor do que se fosse criar o código do zero para o mesmo site.

Esses gestores de conteúdo (CMS) são muito utilizados exatamente por simplificar já nos dando grande parte do trabalho pronto.

Aliado a ferramentas como o Elementor, aí fica ainda mais fácil e rápido.

Se um cliente exige o uso de determinada tecnologia, essa plataforma contará para o preço final do projeto.

Em geral, sites utilizando essas plataformas serão mais baratos. Novamente uma lista breve do mais barato para o mais caro:

  • Google Sites
  • Wix
  • Weebly
  • Webflow
  • Loja Integrada
  • Vtex
  • WordPress
  • Magento
  • Código próprio customizado

Funcionalidades

Além de tudo isso, quais os tipos de funcionalidades em um site vão determinar a complexidade de sua criação.

Um site mais simples que só tem textos, imagens e formulários vai ser muito mais fácil do que um site que precisa de um sistema de busca, conexões com APIs e outros serviços ou fluxos personalizados.

Algumas das possíveis funcionalidades que adicionam ao valor do projeto:

  • Animações dos elementos na página
  • Questionários
  • Popups
  • Integração com outros serviços (E-mail marketing, analytics, CRM, ERP, etc)
  • Mapas
  • Conteúdo restrito
  • Venda de produtos ou serviços
  • Área restrita para clientes, alunos ou membros
  • Conteúdo dinâmico
  • Diretórios customizados (ex: lista de pacotes de viagem com variações e tudo mais)

Design

Em muitos projetos o design é um aspecto importante, mas nem sempre o cliente está disposto a pagar pelo seu desenvolvimento.

Por isso, o que é costumeiro é utilizar de templates pré-prontos e temas online para já ter uma base de design, restando apenas a alteração de cores, textos e imagens para os do projeto.

No entanto, em alguns casos é necessário que desenvolvamos o design como uma etapa anterior ao desenvolvimento. Nesses casos em que o design é exclusivo, o preço do website será pelo menos 30% mais caro. Essa porcentagem pode chegar até 50% dependendo do projeto.

Número de Páginas

Por fim, o número de páginas é um fator que está diretamente relacionado com tudo que já comentamos. Se tivermos que fazer um site com três páginas é muito mais rápido do que se o projeto conter 30.

Para cada página temos que pensar no design, no fluxo do usuário e também no seu desenvolvimento.

Aqui é muito direto:

Quanto mais páginas, mais caro o site será.

Extra: Tipo do projeto

Há quem não ligue muito para isso, mas eu com certeza ligo. Não só não gosto de trabalhar com qualquer tipo de site como tem alguns que simplesmente não aceito.

Se um projeto é super legal, para uma marca bacana e com pessoas interessantes, provavelmente o preço será menor do que se o projeto não tem condições boas para sua realização.

Além disso, cada empresa ou profissional freelancer prefere um tipo de projeto mais do que outros e pode pesar a mão no preço se o tipo do projeto não for o que goste.

Eu, por exemplo, não gosto muito de pegar websites no WordPress que tenham que customizar demais suas funcionalidades ou fluxos. Quando é assim eu aumento o preço ou para que a proposta não seja aceita ou para que se for aceita pelo menos eu tenho um incentivo financeiro maior.

Tipo do cliente

Como comentei no início do artigo, a partir do momento que se inicia uma conversa comercial para a criação de um site, se inicia também uma análise do tipo de cliente por parte de quem está vendendo o site.

Não há necessariamente um tipo universal de cliente bom, mas cada um de nós tem suas preferências. Mais do que isso, com o tempo vamos aprendendo a identificar se um tipo de cliente é mais fácil ou mais difícil de se trabalhar.

Atendimento

Todo cliente precisa de atendimento, mas há aqueles que vão te demandar 1 vez por mês e aqueles que vão te ligar todos os dias enquanto o projeto estiver acontecendo.

Há aqueles clientes que confiam na sua capacidade de tomar decisões e há aqueles que vão querer que o seu jeito ou suas opiniões sejam executadas.

É como tem o meme:

Se “eu fizer tudo sozinho” é 100, mas se o “cliente fizer tudo”, aí já é 3400.

Eu já entrei em muita furada por não analisar bem o meu cliente na hora de fechar um negócio. O resultado é que já tomei calote, já tive que esperar mais de um ano para o cliente entregar material faltando e já tive que ficar atendendo tarde da noite para praticamente ser psicólogo.

Então empresas e profissionais freelancers vão acabar cobrando mais caro quando identificam que terão que tomar um tempo muito maior para o atendimento.

Afinal, o atendimento faz parte do trabalho e seu tempo deve ser considerado no preço.

Alguns fatores rápidos que podem sinalizar a necessidade de cobrança de um valor maior:

  • Cliente não sabe muito bem o que quer
  • Durante a negociação o cliente te ligou várias vezes
  • Uso de linguagem preconceituosa ou agressiva
  • Você é interrompido ou suas sugestões não são ouvidas

Responsabilidade

Além da necessidade maior ou menor de atendimento, outro fator que influencia é qual a sua responsabilidade com o projeto.

Por exemplo, se você fizer um site pessoal para alguém que está começando online provavelmente terá menos responsabilidade sobre o sucesso ou algum erro do que se fizer um novo projeto para uma empresa que já recebe milhões de visitantes online em seu site.

Há pouco tempo fiz uma migração de um site que todo dia vende milhares e milhares de reais. Ou seja, se a migração desse errada e o site ficasse offline por algumas horas, o prejuízo para a empresa seria muito grande.

Nesses casos quando há uma responsabilidade maior, o preço também cobrado pode ser maior.

Potencial Futuro

Agora pensando de maneira mais relativa sobre o preço dos sites, tem algumas questões que podemos ou não levar em consideração.

São coisas que dependem dos nossos objetivos como empresa ou profissionais freelancers e que não necessariamente vão se aplicar a todos os casos.

O potencial futuro é o primeiro desses elementos e ele compreende nosso entendimento de que a realização de um projeto com determinado cliente vai nos levar a ter mais oportunidades futuras com esse mesmo cliente.

Sejam mais recomendações ou mais projetos com o mesmo cliente, o valor futuro de um cliente pode fazer com que o preço inicial do projeto seja um pouco mais baixo.

Alerta: Há alguns clientes que usam essa estratégia de “vão ter mais projetos” ou “vou te recomendar” para tentar fazer um site por um preço ridículo ou até de graça. NÃO aceite isso.

Aqui o potencial futuro pode dar um desconto no valor final, mas esse desconto raramente vai ser grande o suficiente para que seja um negócio ruim para quem está desenvolvendo.

Eu tenho alguns clientes que sempre estão me passando novos projetos e, por isso, consigo dar preços diferenciados para eles. No entanto, esses valores sempre ainda são bons pra mim.

Venda cruzada ou upsell

Outra maneira que pode influenciar para abaixar o preço do site é se você adicionar outros serviços juntos.

Até onde entendo, legalmente não podemos atrelar o preço de um serviço ou produto a outro, portanto aqui vai muito da sua capacidade de juntar serviço em combos e por aí vai.

Eu não mudo o valor do meu serviço base – criação de sites -, mas sempre ofereço outros serviços juntos que vão aumentar o valor de um projeto.

Hospedagem, consultoria, SEO e outros são serviços que podem estar juntos ao você apresentar a proposta para o cliente e, com isso, te ajudar a ter um retorno melhor no final.

Sua reputação ou marca

Por fim, algo que está diretamente ligado ao valor do site é:

Com quem está fazendo esse site.

Se quem desenvolve o site é uma empresa ou freelancer novo no mercado e sem experiência, o valor será provavelmente mais baixo do que alguém que já está renomado no mercado.

Me lembro em 2015 quando tinha uma agência de marketing e o mesmo site que cobramos R$ 3000 para realizar tinha sido orçado em R$ 20000 por uma agência maior.

Ou seja, o mesmo site feito por uma agência de grande porte foi quase 7 vezes mais caro.

Média de valor da sua região

Mais do que o valor médio de um serviço na região, eu prefiro focar nos outros pontos para precificar.

No entanto, ainda assim é importante lembrar que é difícil vender um serviço se o seu valor não for razoável para onde está.

Se um site é vendido aqui no Brasil por R$ 2000, não significa que eu vou vender para um cliente nos Estados Unidos por US$ 300. Afinal, eu posso vender para ele por US$ 2000 o mesmo site e faturar mais.

Ao mesmo tempo, se eu tentar vender esse mesmo site por R$ 20000 na minha cidade, talvez eu não consiga.

É importante ter em mente qual o valor médio de um site desse tipo é aonde estamos e, com base nisso, entender se o valor vai subir ou descer de acordo com todos os outros fatores que estamos considerando.

Conclusão

A criação de um site não é um produto cujo preço é fixo a não ser que quem esteja desenvolvendo faça algo padronizado e sem graça.

Cada projeto tem suas nuâncias e o preço final vai depender de tudo isso que mencionei e, dependendo, até mais.

Para você que deseja contratar um serviço, minha sugestão é ser o mais respeitoso(a), claro(a) e consciente do que deseja fazer com seu projeto.

Já para você que está vendendo um site, minha sugestão é ser o mais respeitoso(a), claro(a) e consciente também, rsrs.

Afinal, é tudo que é preciso para que a relação seja boa e o projeto também.

Me conta nos comentários o que achou desses fatores.

Divirta-se!

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André Lug

André Lug

Apaixonado por design e desenvolvimento de websites. De vez em quando gosta de escrever sobre produtividade, como é ser um freelancer e algumas reflexões da vida.

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