Você ainda precisa de um site em 2021?

Há uns anos, ter um site era algo obrigatório para estar presente na web. Afinal, redes sociais não tinham o alcance que hoje possuem e a melhor maneira de ser visto online era através no webiste.

Seja uma empresa ou um indivíduo, ter um site era algo importante para o sucesso.

Porém, redes sociais como Instagram, YouTube e Facebook passaram a exercer essa função. Quando alguém quer seu contato, não se pergunta tanto mais “Qual o seu e-mail? Qual o seu site?” mas sim “Qual o seu @?”

Entrando mais uma década do século XXI, é possível perceber que é mais fácil estar presente online, seja através do seu @ ou mesmo criando o seu próprio site. No entanto, será que ainda precisamos de um lugar 100% nosso?

Nesse artigo vou tentar explicar um pouco mais sobre o assunto.

Vantagens de estar online

Pode parecer óbvio, mas acho importante começar com esse tópico. Estar online hoje é um dos fatores mais importantes para o sucesso profissional de empresas e indivíduos.

Em um mundo que cada vez mais máquinas substituem os trabalhos de humanos, a competição por bons postos de trabalho é maior. Ao mesmo tempo, empresas estão buscando mais profissionais autônomos e freelancers uma vez que o custo é menor e o risco não é tão grande a partir do momento que esses profissionais estão melhores, mais eficientes e mais profissionais.

Por exemplo, eu trabalho como freelancer já há anos e o mercado nunca esteve tão bom.

A realidade é que para que profissionais e empresas hoje tenham sucesso, eles precisam trabalhar suas marcas online. Produção de conteúdo relevante é quase obrigatório. Quantos médicos você segue no Instagram que fazem stories ou lives? Há chances grandes de que segue alguns.

Um médico faz isso por dois motivos, normalmente:

  1. Ajudar as pessoas (esperançosamente é por isso que viraram médicos para começo de conversa)
  2. Conseguir mais clientes e se legitimar como expert na área

Ferramentas como o Instagram, Facebook e YouTube nos possibilitam esse tipo de alcance a milhares de pessoas que vão nos legitimar e, quem sabe, nos contratar.

Redes Sociais ou Websites?

Então, o que é melhor? Devemos fazer dessas redes sociais nossas ‘casas digitais’ ou construir algo só nosso?

A resposta é infelizmente um pouco complicada. Veja só:

Usar as redes sociais tem uma série de benefícios:

  • Rápido
  • Gratuito
  • Há muitas pessoas ali que nos acham pelo simples fato de termos uma conta
  • Prático
  • Gera resultado

Porém, há aspectos ruins também:

  • Ficamos reféns dos algoritmos. Se o Facebook resolve mudar a forma como nosso conteúdo é distribuído, nem aquelas pessoas que escolheram nos seguir verão mais nossos conteúdos.
  • Estamos o tempo inteiro sendo monitorados. A realidade é que tudo que fazemos online está sendo mensurado, monitorado e analisado. Com isso, ao utilizar redes sociais na verdade nós somos o produto dessas empresas. Vendemos nossa atenção. Atrelamos nosso conteúdo a propagandas de empresas que nunca vimos.
  • Devemos seguir as regras do dono da casa. Não podemos publicar o que quisermos da maneira que desejamos. Devemos seguir o que as redes nos deixam fazer.

Para muitas pessoas, essas desvantagens não são tão grandes. Talvez a mais relevante seja a distribuição de conteúdo pois aí sim nos impede de ter o ‘boost’ de dopamina a cada like.

Porém, há quem vê esses problemas como bem sérios e, para essas pessoas, os websites são a melhor saída.

Assim como com as redes sociais, há vantagens e desvantagens. Vejamos:

Vantagens de se ter um site:

  • Todo o conteúdo é seu, então publica o que quiser
  • Todo mundo que abre o seu site verá 100% do seu conteúdo.
  • Quem te segue, vai receber suas notificações sempre
  • Não há restrições na maneira como você apresenta seu conteúdo ou informações
  • Você pode vender o que quiser da maneira como preferir

E as desvantagens:

  • É ou pago para se criar ou difícil de se fazer sozinho
  • Exige manutenção
  • Precisa continuar pagando para ele ficar online
  • Não há pessoas que vão acessar ele só por ele existir

O resultado, então, é que de um lado temos o ‘caminho fácil’ com as redes sociais (apesar de que atualmente com tanta concorrência nem fácil mais é), mas que nos limita e nos deixa submisso às suas regras e algoritmos. Do outro temos o caminho mais difícil mas que temos liberdade.

E o interessante é que essa dinâmica não parece que vai mudar tão cedo.

Por isso, é importante entender o que você mais valoriza pensando no seu momento atual e no seu futuro.

Conheço pessoas que dependem 100% do Instagram para trabalhar e ‘existir online’ e outras que tem tem todo seu negócio em webistes.

Não há certo, mas o que eu faço é dividir meus ovos. Dá mais trabalho fazer conteúdo para vários lugares, mas no fundo é a única maneira de garantir que não vamos nos tornar reféns das redes sociais e, ao mesmo tempo, vamos poder aproveitar de seus benefícios.

O que você pensa sobre isso? Me conta nos comentários.

Divirta-se!

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André Lug

André Lug

Apaixonado por design e desenvolvimento de websites. De vez em quando gosta de escrever sobre produtividade, como é ser um freelancer e algumas reflexões da vida.

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